O S. João é, para mim, a maior festa do ano. Porquê? Depois das conquistas do FC Porto e da Queimas das Fitas, é no S. João que mais gente sai à rua.
E se há coisa de que gosto é de estar no meio do povo. “Sacrilégio!”, pensarão os intelectualóides.
O périplo começa ao final da tarde na Avenida dos Aliados. Nestas alturas de confusão, o melhor mesmo é vir para o centro da cidade de metro.
Passamos pela cascata de S. João junto à Câmara do Porto, descemos até ao palco onde mais tarde actuam os Anjos.
Armados de martelo, o próximo destino é a Estação de S. Bento, o ponto de encontro para muitos grupos de foliões.
Descemos a Rua Mouzinho de Albuquerque. Pelo caminho, já se sente o cheiro da sardinha assada e ouve-se os vendedores de martelos, erva-doce e manjericos. Uma colectividade trouxe as colunas para o passeio. Quem passa, ouve o "Baile de Verão" de José Malhoa e não resiste a um pézinho de dança. "E toda a malta gritou/Aperta, aperta, com ela/Até o padre ajudou/Aperta, aperta com ela".
A grande novidade este ano foram os óculos a piscar em jeito de iluminação de Natal. Vermelho, azul e verde para não ferir susceptibilidades clubísticas.
Chegamos à Praça do Cubo, onde está instalado o palco da RTP. Mais tarde, João Baião e Tânia Ribas de Oliveira animam a noite com os seus convidados.
Viramos à esquerda, passando pelos barcos carregados de VIP'S à espera de um jantar chique em noite de sardinha assada e pimentos.
Começa a cair a noite, aproximando-se a hora do jantar. À nossa espera filas de gente para comer sardinhas nas Fontaínhas. Desistimos. E se fossemos antes comer uma francesinha? Também é típico do Porto. Seguimos até um tasco em Miragaia. Maravilha! O molho está picante q.b.. Nada que um fino não resolva.
De barriga cheia, prontos para fazer a digestão, atravessamos a ponte D. Luís. A chuva miudinha não para. No Cais de Gaia, ouve-se a chegada das marchas. A roupa começa a colar-se ao corpo. A máquina fotográfica sofre com a chuva e a qualidade da imagem reflecte isso mesmo...
Ainda cedo, voltamos à Ribeira. Os estrangeiros divertem-se com o S. João. Não fazem ideia porque alguém gosta de dar e receber marteladas, mas acham giro, por isso, juntam-se à festa.
Na Ribeira, vamos ao Meeting, o bar de jornalismo. O Fonseca, o dono do bar, oferece cerveja e elogia os meus óculos (ah, é verdade, eu comprei uns verdes...). Paramos para descansar as pernas.
Na Praça do Cubo, o João Baião não pára. O Toy aparece em palco e é a loucura total.
Depois, tentamos voltar ao Cais de Gaia para ver o fogo de artifício. Péssima ideia. A Polícia não deixa ninguém passar. Encontramos um pouco num dos pilares da ponte. Ali ficamos a ver o fogo de artifício. 23 minutos de sonho! Para os cinéfilos como eu, ouvir bandas sonoras de filmes como o James Bond, Caça-fantasmas, Indiana Jones, Missão Impossível, Parque Jurássico, Guerra das Estrelas...foi emocionante. Porém, para mim, o momento mais arrepiante foi quando se ouviu o coro na música do Titanic...Fiquei com pele de galinha!
Foi pena que a água da chuva tenha dado cabo das colunas de som quase no fim do espectáculo.
O fogo termina com um enorme aplauso!!
Tentamos sair da Ribeira. Outra má ideia. Com muita dificuldade mesmo, chegamos à Praça do Infante. Seguimos direcção à estação de S. Bento para depois descermos em direcção (outra vez) à Ribeira.
Vamos caminhando pela Alfândega. Em Massarelos, Lucas e Matheus actuam num palco, tendo as filas de trânsito como público.
Em Lordelo do Ouro, nem vestígios dos Trabalhadores do Comércio. Está tudo muito calmo.
Paragem obrigatória: casas de banho do jardim do Passeio Alegre. Meu Deus, que alívio! Com a bexiga cheia, nem consigo pensar!!
Anda-se bem, mas a anca direita dá cabo de mim...
No Castelo do Queijo, na praia, é o Yves la Rock que anima o povo, numa espécie de discoteca ao ar livre...
A noite de S. João começa sempre na Ribeira para acabar na Foz. Assim é a tradição. E eu gosto de cumprir.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Como sofrer golos de olhos fechados

Descobri, FINALMENTE, no último Campeonato da Europa, porque razão Luiz Felipe Scolari escolheu Ricardo para a baliza da selecção nacional em 2004 em detrimento de Vítor Baía.
Pensava eu, ingenuamente, que a escollha devia-se a uma vingança pessoal pelo facto do então guarda-redes do FC Porto ter ido testemunhar contra a Federação Portuguesa de Futebol no caso do despedimento do seleccionador António Oliveira no final do Mundial de 2002.
Estava enganada. Eu sabia que Ricardo era o melhor guarda-redes da viela dele. O que eu desconhecia era que Ricardo conseguisse fazer aquilo que Vítor Baía nunca conseguiu fazer nem quando foi considerado o melhor guarda-redes da Europa pela UEFA precisamente em 2004.
O guarda-redes de Portugal é tão bom que nem precisa de abrir os olhos para defender a baliza. Os comentadores achavam que o problema estava nos cruzamentos. Mas não. O problema é que Ricardo tem uma visão que ultrapassa a própria barreira física. Sempre achei que só era possível na banda desenhada do Super-Homem, mas confesso que me enganei.
Ricardo é tudo o que um treinador pode desejar. Um guarda-redes que, até a dormir, sabe para onde a bola vai. Se calhar, o tempo de reacção não ajuda. Enquanto tira a ramela, lá vem Ballack. Caramba! Já ninguém tem respeito por quem precisa de mais algum tempo para tomar a decisão de ir atrás da bola?
Sou da opinião que o futuro de Ricardo passará pela escrita. Não me interessa saber o que ele diz ou faz nos jogos, mas acho que a sua experiência pessoal seria enriquecedora para os cegos que têm o sonho de, um dia, conduzir um carro.
Lamento que Vítor Baía nunca tenha batido uma soneca nas competições europeias. Finalmente, percebo Scolari. É que nem o Pelé marcava golos de olhos fechados. E esse feito histórico já não se pode tirar ao Ricardo. O que a direcção do Bétis não sabe é que os 46 golos sofridos pelo Ricardo em 24 jogos ficam para o livro de recordes do Guiness...
O Ricardo, mesmo frangueiro, não deixa de ser único...
A pior versão de sempre...
Conheça os piores covers de sempre
Celine Dion ficou em primeiro numa lista promovida pela revista «Total Guitar», que distinguiu os piores covers de sempre, escreve a Reuters.
A canadiana adaptou o clássico «You Shook Me All Night Long» dos AC/DC, que lhe valeu um lugar de destaque pelos piores motivos.
No segundo lugar surge a versão das Sugababes e das Girls Aloud do tema «Walk This Way», um original dos Aerosmith e dos rappers Run DMC.
No terceiro lugar surge o cover que os West Life fizeram de «More Than Words», dos Extreme. A versão que Will Young fez de «Light My Fire» dos The Doors surge em quarto lugar.
Por outro lado, a versão que Jimi Hendrix fez de «All Along the Watchtower», um original de Bob Dylan, foi considerado o cover de maior sucesso.
Celine Dion ficou em primeiro numa lista promovida pela revista «Total Guitar», que distinguiu os piores covers de sempre, escreve a Reuters.
A canadiana adaptou o clássico «You Shook Me All Night Long» dos AC/DC, que lhe valeu um lugar de destaque pelos piores motivos.
No segundo lugar surge a versão das Sugababes e das Girls Aloud do tema «Walk This Way», um original dos Aerosmith e dos rappers Run DMC.
No terceiro lugar surge o cover que os West Life fizeram de «More Than Words», dos Extreme. A versão que Will Young fez de «Light My Fire» dos The Doors surge em quarto lugar.
Por outro lado, a versão que Jimi Hendrix fez de «All Along the Watchtower», um original de Bob Dylan, foi considerado o cover de maior sucesso.
O final de Dr. House

No meio desta azáfama do Euro 2008, esqueci-me de dizer que a TVI transmitiu o final da quarta temporada do Dr. House....há uns 15 dias...
Para mim, o final acabou por ser uma desilusão. Estava à espera de um final diferente. Mais mordaz. Em vez disso, vemos um Dr. House cheio de remorsos...
A namorada de Wilson, a Amber, morre depois de um desastre de autocarro. House esteve no mesmo autocarro mas sobrevive, ficando com sequelas da pancada. Não se consegue lembrar como foi ali parar nem o que estava a fazer com Amber.
House aceita levar choques eléctricos, a pedido de Wilson, correndo todos os riscos. Consegue lembrar-se de que tinha bebido em demasia e não conseguia conduzir. Liga para Wilson, mas quem atende é Amber, uma vez que Wilson está a trabalhar. Quem acaba por ir buscá-lo ao bar é Amber. House não quer a sua boleia e apanha um autocarro. Amber segue-o. A partir daí, já se sabe. Há um acidente.
Depois dos choques eléctricos, House entra em coma e quando acorda, Wilson deixa-o sozinho...
Mais episódios só a partir de Setembro nos Estados Unidos...Por cá...sabe-se lá...
sábado, 21 de junho de 2008
Maria Rueff a fazer de Amy Winehouse
Para quem assistiu ao vivo à verdadeira "cena" de Amy Winehouse no Rock in Rio, é impossível não nos rirmos deste sketch dos "Contemporâneos", com a Maria Rueff a fazer de Amy Winehouse...
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